Exposição coletiva comissariada por Ana Clara Luz e Mariana Vilanova, com obras de David Condeço, Gaspar Cohen, Inês Costa e Rita Borralho Silva.
Terror sem nome, na sua acepção original, é sobre uma sensação individual, em
início de vida, de uma angústia profunda. Conectada à percepção de
desamparo de uma dimensão avassaladora e inominável, deixa marcas que
perduram.
Nesta exposição, apropriamo-nos deste termo para pensar como esta
sensação se expande ao terreno social no presente, através da lente de quatro
jovens artistas. De distintas formas, refletem como este ‘terror’ ligado à
instabilidade permanente, é renomeado uma e outra vez e é mutável na sua
forma, de modo a causar-nos a sensação de impossibilidade de agência
perante o mesmo.
Ciborgues que nos lembram da materialidade do digital, fluxos naturais que
resistem à ação humana, ruínas de um tempo industrial e outdoors que
questionam o direito e acesso ao espaço público, interpelam-nos em diferentes
momentos. Buscam dialogar connosco sobre memória, envolvimento,
resistência numa conjuntura em que velhos e novos fantasmas tentam semear
desesperança e imobilização.